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Saneamento e Tratamento de Efluentes

Todo efluente gerado precisa de um destino tecnicamente correto e legalmente aceito. Vale para o esgoto sanitário de uma sede, para a água residuária de uma agroindústria e para os dejetos de uma criação em confinamento, com exigências bem diferentes em cada caso.

A Acreforte dimensiona o sistema a partir da carga real gerada, projeta as estruturas de coleta, tratamento e destinação, conduz o licenciamento da instalação e acompanha o monitoramento exigido depois que o sistema entra em operação.

Atendemos esgotamento sanitário, efluente industrial e agroindustrial, dejetos da produção animal, águas residuárias de lavagem e sistemas de fertirrigação.

Estruturas de manejo e armazenamento em propriedade rural, com área produtiva ao fundo

O que está incluso

O que entregamos

Caracterização do efluente

Levantamento da origem, da vazão e da carga orgânica gerada pela atividade, com definição dos parâmetros que o sistema precisa atender.

Estudo de concepção

Comparação das alternativas de tratamento viáveis para o caso, considerando área disponível, custo de implantação, operação e padrão de lançamento exigido.

Projeto executivo

Memorial de cálculo, plantas, cortes, detalhes construtivos e especificação dos materiais das unidades de tratamento e das redes de coleta.

Licenciamento do sistema

Condução do processo junto ao órgão ambiental, incluindo a outorga de lançamento quando o efluente tratado vai para corpo hídrico.

Responsabilidade técnica

Emissão da ART ou TRT do projeto e, quando contratado, do acompanhamento da execução e da operação assistida.

Monitoramento e adequação

Programa de análises, interpretação dos laudos, relatórios ao órgão ambiental e correção do sistema quando os parâmetros saem do padrão.

Quando procurar

Situações em que este serviço se aplica

  • Preciso de sistema de tratamento para licenciar a atividade
  • Meu efluente não está atingindo o padrão de lançamento exigido
  • Vou implantar agroindústria, laticínio, abatedouro ou unidade de beneficiamento
  • Preciso dimensionar esterqueira, bioesterqueira ou lagoa para dejetos
  • Quero usar o efluente tratado em fertirrigação
  • Recebi exigência do órgão ambiental sobre o esgoto da sede ou do alojamento
  • O sistema existente está subdimensionado depois da ampliação

O que a lei cobra do lançamento

A Resolução CONAMA 430/2011 estabelece as condições e os padrões de lançamento de efluentes em corpos de água, e se soma às normas estaduais, que costumam ser mais restritivas. Além do padrão do efluente em si, o lançamento não pode comprometer o enquadramento do corpo receptor, o que exige olhar para a capacidade do rio, e não apenas para o cano.

Quando o efluente tratado vai para corpo hídrico, o lançamento é uso de recurso hídrico e depende de outorga, além da licença ambiental do sistema. São dois processos distintos, em geral no mesmo órgão, e um costuma ser condição do outro.

A Lei 11.445/2007, o marco legal do saneamento básico, organiza o setor e alcança soluções individuais de esgotamento sanitário quando não há rede pública, situação corriqueira no meio rural e em áreas de expansão urbana.

Dejetos da produção animal

Na suinocultura, na avicultura e na bovinocultura confinada, o dejeto é ao mesmo tempo passivo ambiental e fertilizante. O dimensionamento correto das estruturas de armazenamento, com tempo de detenção compatível com o período em que não se pode distribuir no campo, é o ponto que mais aparece em exigência de licenciamento.

A distribuição em lavoura precisa de área suficiente e de plano de aplicação que respeite a necessidade da cultura, sob pena de saturar o solo em nutrientes e contaminar o lençol. Esse cálculo, e não o tamanho da esterqueira, é o que define se a atividade fecha ambientalmente.

Biodigestores mudam a equação quando há escala: reduzem carga orgânica, geram energia e melhoram a qualidade do biofertilizante. Mas exigem operação constante e projeto compatível com o manejo real da granja, sob pena de virarem estrutura ociosa.

Prazos

Quanto tempo leva?

O estudo de concepção e o projeto executivo levam de quatro a doze semanas, conforme a complexidade e a necessidade de análises laboratoriais prévias. O licenciamento da instalação segue o rito do órgão ambiental e costuma ser a etapa mais longa.

Sistemas biológicos ainda precisam de tempo de partida, entre semanas e meses, até estabilizarem e atenderem o padrão de lançamento nas análises.

O que pode influenciar o prazo

  • Vazão e carga orgânica do efluente
  • Padrão de lançamento exigido e enquadramento do corpo receptor
  • Área disponível para as unidades de tratamento
  • Necessidade de outorga de lançamento além da licença
  • Existência de sistema anterior a adequar, em vez de construir do zero
  • Prazo de partida e estabilização do processo biológico

Tem uma situação específica? Conte para a gente.

A primeira conversa é para entender o caso e dizer qual é o caminho, sem compromisso.

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Dúvidas frequentes

Perguntas que sempre aparecem

Fossa e sumidouro resolvem?

Para esgoto sanitário de poucas pessoas, e com solo adequado, o conjunto tanque séptico e sumidouro dimensionado conforme a norma técnica é solução aceita e suficiente. O problema quase nunca é a concepção, e sim o dimensionamento feito por estimativa e a ausência de manutenção.

A solução deixa de servir quando o solo tem baixa permeabilidade, quando o lençol freático é raso ou quando a carga é industrial. Nesses casos o sistema precisa de tratamento complementar e, com frequência, de licenciamento próprio.

Preciso de licença para o sistema de tratamento?

Em geral, sim, quando o sistema atende atividade sujeita a licenciamento: ele entra como parte do processo da atividade ou como licença própria, conforme o porte e a norma do estado. Se o efluente tratado for lançado em corpo hídrico, soma-se a outorga de lançamento.

Posso usar o efluente tratado na lavoura?

Pode, e é prática consolidada em várias atividades, desde que haja plano de aplicação com dose compatível com a cultura e a área, respeito às distâncias de cursos d'água e de habitações, e monitoramento do solo. Sem esse controle, a fertirrigação deixa de ser destinação adequada e passa a ser disposição irregular.

Com que frequência preciso analisar o efluente?

A periodicidade é fixada na licença, e varia de mensal a semestral conforme o porte e o risco. O laudo precisa ser de laboratório acreditado e a coleta seguir o procedimento descrito na condicionante, sob pena de o resultado não ser aceito.

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